quarta-feira, 10 de outubro de 2007

BH, Japão, Rio de Janeiro...



Eu estava pensando sobre uma coisa...

E queria dividí-la com vocês, leitores.
Ok, mentira. Pra quem leu o meu primeiro post aqui, lembra-se da minha falta de inspiração. Pois é, tô assim mesmo agora.
Não tenho do que falar...
Então vou contar como anda a minha vida.

No momento ela se resume a muita alegria. Conheço umas pessoas da internet desde 2004. E sinceramente acredito nessas amizades. Minha mãe sempre diz que devo ter cuidado pra não me apegar e tal... que elas podem nem existir...
Não ligo muito.
Tenho amigos que considero verdadeiros que nunca vi. Um exemplo deles é a Camila, que mora no Rio de Janeiro e eu em Manaus.
A conheci numa comunidade e hoje somos quase inseparáveis. Não tem um dia em que não nos falamos. E eu acredito piamente nessa amizade.
Tem muitos outros também. Alguns longe, como a Sthephannie, que vive no Japão.
Alguns perto, como a Jade, que mora em Belo Horizonte mas está em Manaus.
A propósito, nós iremos nos conhecer pessoalmente nessa sexta-feira. Estou muito feliz.

Então, acredito sim em amizade virtual.

Por hoje, é só.
Mas amanhã tem mais (vinheta de programas de auditório)!

beijos a todos.


terça-feira, 9 de outubro de 2007

Deus não é a união da fé, e sim a existência dela



Estou postando algo (coisa que não faço a muito tempo) a pedido de um amigo, Gabriel Leite, que, a propósito escreve muito bem. No fim desse post está o endereço do seu blog. Li agora a pouco, e me encantei com os textos. Recomendo a todos.

Vou falar um pouco de Deus.
Religião... na minha aula de segunda-feira, a professora disse que significa, literalmente "Religar-se a Deus"

Vamos ser sinceros aqui; a religião trouxe muitos problemas ao mundo. Li uma pesquisa em estatística que diz que a maioria das guerras e conflitos civis têm motivo reigioso.
Se essa "coisa" nos trás tantas mortes, intolerância e preconceito por que motivo não abolimos tudo isso?

Vou contar o porquê. A nossa vida é completamente cética e realista. Vivemos num mundo conflituoso e contaminado pela rotina de trabalho, escola, casa, TV...
Nós necessitamos de um porto seguro. Da existência de Deus. Muita gente O usa como objeto tolerável irreal dos problemas.
"Ah, tirei dez na prova! Graças a Deus!"

Talvez muitas pessoas tenham medo da morte, da fome, da rejeição, da exclusão e acabam pensando:
"Ele será o meu porto seguro. Nada me acontecerá enquanto acreditar Nele"

Deus não é alguém manipulador e que precisa desesperadamente de seguidores, como certas religiões pregam. Ele não quer quantidade de discípulos, ele quer discípulos qualificados para amá-lo com todo o coração.
Direi agora o que Deus significa pra mim: tudo.
Pra mim Ele é a água, a terra, os prédios, as pessoas, o ar que eu respiro, o amor...
Pra mim ele não é a união de fé, e sim a existência dela.

Portanto, as vezes me questiono se a religião deveria existir mesmo. Mas uma coisa nunca questiono, nem questionarei;
Se Deus existe.
Pra mim, pode vir qualquer pessoa tentando convencer-me que tudo isso é uma especulação secular barata, mas eu tenho no meu coração um vazio. Uma vontade de preencher-lo. E o único momento em que me sinto bem comigo mesma é quando estou numa praia, ouvindo as ondas baterem contra a areia...
quando sento-me no campo e ouço as araras gritarem eruditamente...
quando olho nos olhos de uma criança e sua inocência...
quando olho nos seus olhos...

Eu simplesmente sinto a Sua presença no reflexo de todos nós.


sexta-feira, 31 de agosto de 2007

"Gostaria de me dar o prazer dessa dança?"


Ai... como me deu uma vontade louca de narrar alguém a se levantar, andar na sua direção (isso, na sua mesma) e chegar perto, com o coração batendo rápido e dizer, oferecendo a mão:

"Gostaria de me dar o prazer dessa dança?"

Aí os dois se levantam, vermelhos e tímidos com suas próprias mãos. Ele, abrindo o último botão do paletó escuro, ela apertando a fita lilás com o laço nos cabelos lisos, caindo nas costas...

Eles se olham, tremendo, e começam a dançar... só um pequeno e ritmado blues anos 60... eles fazem os corações se confundirem!
Ela nunca dançou bem... sempre aquela coisa comum e desinteressante. Mas ali, frente a frente com o garoto mais impressionante e incrível da sua vida, a dança soava limpa e leve como se eles dançassem ao vento... forjando estrelas e nuvens com seus passos no piso de madeira naquele bailinho de inverno.

Os olhares mais uma vez se cruzam, agora envolvidos com um sincero e singelo sorriso.
Então, de uma hora pra outra a melhor e mais bonita música começa a ecoar nas paredes do salão. Os sorrisos na pista são inevitáveis.
A dança fica bem mais envolvente... e mais lenta. Os rostos se tocam lentamente! bem devagar mesmo, os dois ficam um tempo apreciando o aroma de flores do salão e sentindo o dos rostos ali tocados. O casal jovem se olha no fundo dos olhos nervosos com esse especial momento.
Chegam perto, e mais perto, e mais perto... até um doce beijo nos lábios estarrecidos de amor. A turma de amigos olha, encantada com tamanho romantismo. Eles se tocam profundamente. Não apenas fisicamente. É como se suas almas virassem uma só por 3 curtos, mas infinitos minutos. Os olhos não deixam de se entrelaçar de felicidade.
Ela, vira o rosto pra pensar no feito. Ele só sorri e encosta o rosto no seu ombro, enquanto se inicia um novo e animado Rock'N'Roll...




quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Sala de aula

Sabe quando você vê o professor lá na frente, ele fala, fala e fala... você ouve, ouve, ouve e ouve, mas não está ali realmente?

Eu não estou aqui na sala de aula. Meus pensamentos estão longe. Minhas mãos se entrelaçam timidamente, meus olhos caem tristes e isolados ao vento, meu corpo flutua acima dessa escola...

Enquanto ela me "dita" sobre o Czarismo, eu não saio de minha utópica imaginação... Você percorre a minha sala de aula e os olhos são sonolentos, desinteressados e apagados na vivacidade explicativa da professora. Ouço gente cochichando, rindo, sussurros baixinhos, ouço tudo, menos interesse pela vida de Lênin e Marx. São 7 da manhã e estou aprendendo a respeito da filosofia comunista... Posso até ouvir tudo isso, mas não me envolvo no entusiasmo dela. Ninguém o faz.

Pra falar a verdade, alunos como eu, mortos de sono e tensão matinal fazem rabisquinhos de corações e seus nomes no canto do livro de geografia, quase que
maquinalmente. Não quer dizer que a professora não explique bem... Só quer dizer que a disposição para estudar as 7 da manhã não é um dom concebido a qualquer um. Quer dizer, talvez, que existem questões mais interessantes como: "Por que as escolas têm cinco horas e meia de aula?" ou "Por que Lênin e Stalin não precisavam ouvir sobre as suas próprias histórias?"...

Bom, é bem óbvio; Porque eles a fizeram!

Eu levanto a mão esquerda (como toda boa canhota), todos os alunos despertam com a esperança de uma aluna interessada e atenciosa nessa aula exaustiva, a professora se volta pro meu lado e diz: "Sim?"

Iza


quarta-feira, 22 de agosto de 2007

"Por que apesar de ter tudo, ainda assim o mundo não me satisfaz?"



Sabe quando você assiste uma cena, ou passa por uma situação em que você realmente não acredita? aí fecha os seus olhos e abre, lentamente, pra ver se está sonhando?
Eu vi isso... eu não consigo acreditar em certas coisas que me acontecem. Contudo, eu não posso me arrepender ou me amargurar delas... porque se eu tentar desfazer os meus atos, eu não serei totalmente "Eu"... serei alguém que não acerta, que não sonha, que não erra, que não ama...

É mais ou menos isso o que nos torna "reais", em si! As vezes eu fico sentada, no telhado da minha casa, simplesmente vendo o luar e aperfeiçoando a imagem que "forjo" das nuvens de verão... e aí, me vem certas coisas na cabeça... Nem consigo explicar!

Quando estou isolada do mundo, triste, solitária e "amarga com o doce de viver" eu penso: "Por que apesar de ter tudo, ainda assim o mundo não me satisfaz?"

E então, começa o meu dilema: Não sei se você, que está lendo isso, já refletiu sobre isso, mas as vezes nós temos comida, bebida, uma casa, uma cama, amigos perfeitos, pais que nos amam... mas ainda assim, aquilo é irrelevante pra o nosso declínio existencial...
Eu absolutamente nunca fui completamente feliz... E então, o que é ser feliz?

É ter um namorado? é ter amigos? é ter dinheiro? é ter família? um bom emprego? linda casa?

Não... não, pra mim, ser feliz é tão desconhecido... Não que eu seja a pobre coitada infeliz, mas realmente, aquela felicidade que nos preceita fazer "Malabarismos de sentimentos"... essa aí, eu afirmo que nunca tive...

Sabe aquela sensação momentânea do primeiro dia de aula?
Aquela necessidade de ouvir aqueeeeeeela música?
De dizer um simples "oi" para aqueeeeeeela pessoa?
De andar na maior montanha russa do parque inteiro?
aquele frio na barriga...

Aquela sensação de coragem, autonomia e autenticidade ao mesmo tempo?

Pois é... ela deve ser a felicidade...
E ainda assim, o mundo não me satisfaz porque sejamos sinceros:

No primeiro dia de aula, todos os alunos lhe encaram com um olhar estrondosamente não-convidativo... bagunçam com o "novato", roubam seu lanche, zombam da sua mochila, riem do seu corpo...
Aqueeeeeeeeeeela pessoa que você observa faz muito tempo, na verdade, dá "oi" pra pessoa que está atras de você...
A montanha Russa está lotada e o controlador, precisa trancar a presilha de segurança na sua vez da fila... mais trinta minutos esperando...

É, meu amigo leitor, infelizmente, eu espero o dia que eu acharei a melhor sala de aula de todos os tempos, a maior (e de preferência, mais espaçosa) montanha Russa... e, finalmente, para o mundo me satisfazer, aqueeeeeeeeeela pessoa impressionante me notar... e finalmente o serei.

Iza

domingo, 5 de agosto de 2007

O que é ser um amigo verdadeiro, afinal?



Ultimamente tenho pensado bastante nas minhas amizades...

As vezes uma amizade verdadeira não é resumida pelo tempo que você conhece certa pessoa!
Conheço uma porção de pessoas a uns 10, 12, 2, 4 anos... ou só uma semana... ou um mês... e já as considero amigos verdadeiros...

O que é ser um amigo verdadeiro, afinal?

ser amigo é preencher um pedaço dos pensamentos de alguém nem que seja só por uma parcela do dia! Os meus amigos não saem da minha cabeça... os meus amigos me fazem sair as duas da manhã para dar apoio por um amor perdido... os meus amigos me fazem "ser eu"...

eles me moldam como ser humano!
os meus amigos me fazem cair da cadeira (com uma piada) e fazer minha irmã me "estranhar"!
os meus amigos me fazem sair num domingo, meio dia, pro cinema!
os meus amigos não precisam me abraçar, nem beijar, e sim, me fazer sorrir!
Amigos quebram um copo e me cortam com os cacos!
Amigos cantam Floribella comigo num dia chuvoso... (nossa!)

Acho que é por isso que eu os amo tanto... eles me seguram quando eu caio...
eles ficam de madrugada no msn conversando e debatendo sobre White Stripes!
eles me fazem ficar abismada com os loucos namorados e namoradas escolhidos...
eles fazem a minha vida girar em torno da música...

São meus tesouros!
talvez, os únicos...

Pra quê tudo isso?





As vezes eu tenho uma vontade enorme de jogar o simples fato do mundo existir em si, pro alto!

Eu odeio andar nas ruas e ver sempre a mesma coisa... olhar os meus amigos e não conseguir conversar, de verdade! Ver sempre eles entretidos com coisas pouco importantes, e só por assuntos tediosos como:
"Ai, com quem tu ficaste na festa de sábado?"
"Me passa cola na prova?"
"Compra um presente pra mim?"
"Tem um novo celular lindérrimo nas lojas, vou comprar!"

Ai meu deus! Tanta rotina, tanta hipocresia...
Pra quê ficar com 5 numa noite? no máximo para se expor como "a garota fácil" e o "garoto galinha"...
Tenho uns amigos que amam ver o mundo coberto de dinheiro, cds, roupas, celulares, coisas da última geração....

Isso por acaso vai contar quando você estiver procurando um verdadeiro amor?
ou apenas uma verdadeira amizade?
Pra quê toda essa vontade de ser o melhor em tudo? por que tanta maquiagem, tanto salto alto, tanta futilidade?
Por que tanto interesse?

Pra quê comprar um celular da última geração se qualquer dia desses chega um mais novo nas lojas???
será que ninguém nesse mundo tem raciocínio lógico?
Será que pouquíssimas pessoas nesse círculo finito e maravilhoso chamado Terra realmente pensam em algo a mais que o capitalismo?
Eu acho muito exagerado essa pirotecnia de consumo na classe média alta!

Pra quê tudo isso?

Vamos nos desprender totalmente dessa vida opressiva! Vamos abrir o coração! vamos ouvir música, dançar feito loucos em frente ao espelho sem se importar com o vizinho olhando e rindo! Vamos comer chocolate sem medo de engordar (afinal, o que é ser gordo senão ter aproveitado o prazer eterno de um chocolate meio-amargo?)... ou sem medo de espinhas!
Vamos brincar de roda na praça em frente a igreja... vamos entrelaçar as nossas mãos e vidas de felicidade, e não de futilidade...

Eis a vida, corramos de encontro a ela!

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Morte, tão comum como a vida

Olá de novo...

Meu Deus, são 2:30 da manhã.
(Isso mesmo, eu liguei o computador com o único intuito de escrever esse texto)

Com certeza você já soube do grande acidente que ocorreu na última terça-feira com o avião da TAM no aeroporto de Congonhas, em São Paulo.
Eu assisti a quatro jornais essa noite. Todos de emissoras de TV diferentes. Os quatro noticiaram, como principal matéria, o acidente fatal que pode ter matado mais de 200 pessoas.
Centenas de blogs, com certeza, estarão sendo publicados até o fim dessa semana com essa triste abordagem.

Hoje, eu não vou ficar falando sobre o acidente, ou sobre a minha opinião a respeito das condições da pista do aeroporto de Congonhas. Hoje eu vou expressar os meus mais profundos pensamentos a respeito da morte.

Você, caro leitor, tem medo da morte?

Seja sincero, ao responder tal pergunta.
A morte era pra ser um fato tão comum quanto o nascimento, não é?

Pois sinto em dizer que nunca o será. Isso nos diferencia dos animais irracionais: o amor, e o apego por outras pessoas, mesmo que desconhecidas.
Porque, veja bem; eu não tinha nenhum parente no vôo acidentado. Mas, mesmo assim, não deixo de me sentir péssima em saber que morreram tantas pessoas boas e inocentes. Pessoas que não fizeram nada de errado. E, principalmente, não mereciam uma morte tão trágica.

De uma forma bem sincera, eu tenho medo da morte, sim (hipocresia não tem lugar em uma situação dessas). Todos têm medo, mesmo que mais discretamente. Senão, ninguém olharia para os dois lados ao atravessar a rua, ninguém tomaria um remédio ao ficar doente, ninguém iria desligar o forno após fazer um arroz e ninguém iria tomar os devidos cuidados no trânsito.
Eu tenho medo, sim. Até porque tudo o que me é desconhecido, em questão de existencialismo, tem algo de sombrio.
Tenho medo de não existir céu, nem inferno, só o fim.
Tenho um profundo receio de que toda a minha vida, as pessoas que eu conheci, amei, as experiências na qual eu passei, tudo mesmo, tenha acabado. Toda a minha filosofia de vida, os meus princípios, meus gostos e minhas preferências tenham sumido como um espelho que se quebra e, logo alguém recolhe os cacos. Tenho medo de que tudo isso tenha um fim. E que nunca seja possível saborear de novo o prazer da vida.
De 7 bilhões de habitantes desse planeta, cada um é totalmente único.
Sabe, como a maioria das pessoas, eu tenho muito medo de sofrer nos meus últimos minutos de vida. E, aqui com os meus botões, fico imaginando o sofrimento daquelas pessoas no avião, ou em qualquer acidente. Pessoas tentando se salvar. Não me sai da cabeça, até hoje, aquelas pessoas se jogando das janelas do World Trade Center, em Nova York, no ano de 2001, logo após o atentado terrorista contra as torres. O que certas pessoas não fazem pra viver?
Isso nos faz refletir o quanto vale a vida. O quanto nós devemos agradecer por termos vida, água, ou o simples ar pra respirar. Isso nos faz pensar o quanto somos injustos com pessoas, que no outro dia, podem não estar lá.

Eu perdi o meu tio, a um mês, mais ou menos. Foi a minha primeira situação de morte na família, pois minha avó também faleceu, mas eu não cheguei a conhecê-la.
No dia do velório, fiquei frente a frente com ele, e pensei: "Meu tio, eu cresci ao seu lado. E agora o vejo assim, sem ter ar, sem ter pensamentos e sem ter ao menos noção de que não está mais conosco."
Eu senti uma inexplicável melancolia quando fecharam o caixão. Lágrimas escorreram nos meus olhos. Eu senti que nunca mais ía ver aquele sorriso, nunca mais ía ouvir aquela voz rouca e calma.
Sabe qual é o peso da palavra "nunca"?
É o maior peso do mundo. Quando dizemos "nunca" com absoluta certeza nós ficamos perplexos. É como se em uma bela noite, as estrelas simplesmente parassem de brilhar. A noite nunca mais terá a mesma luz de antes.

Se você já passou por isso, sabe que a sensação é exatamente igual. Se você nunca perdeu um ente querido, não imagina a tristeza que é, um dia você descobrir que aquela pessoa presente na sua vida, nunca mais estará lá.
Nunca mais. Não até um possível encontro... em algum lugar bem distante, talvez.

Iza

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Afinal, o que é "Roquenrou"?


Holla!

Acabei de notar que lá na pergunta: "quem sou eu" eu não coloquei absolutamente nada, não é?
Isso porque as vezes certos blogueiros deixam esse item egocêntrico demais: "Eu sou bonita, inteligente e amiga..."
Se você realmente leu os meus dois primeiros posts sabe (ou ao menos desconfia) que eu sou:

1. canhota
2. feminista (louca ou não)
E os números três, quatro, cinco ou seis serão revelados ao longo dos meus textos.

A uns dois dias atrás eu andava por uma praça no centro da cidade e vi uma cena muito... digamos assim, curiosa. Mas, afinal, quem nunca a viu?
Uns meninos de, aproximadamente, 17 anos tirando sarro de um outro (este devia ter 15 ou 16) que estava com uma franja cobrindo um olho, deixando apenas um, pintado de lápis preto, a mostra. O que os adolescentes gritavam era: "Ei, seu emo gay. Ui... ele vai chorar!"
Eu andava com umas sacolas e, quase que maquinalmente, parei pra observar. Sabe qual foi o primeiro pensamento que passou pela minha cabeça?
"Mas que idiotas!"
E aí, você, certamente pergunta: "Por que idiotas?"

Sabe o que diabos é o Rock 'n' Roll?

É a adrenalina que você sente ao pular do palco e sentir que mãos estão lhe segurando lá em baixo. Ok, isso foi metafórico, mas o que eu quis dizer é que, basicamente o Rock é bem mais que sexo e drogas.
É um sentimento profundo demais pra ser explicado pra quem não o quer entender. Isso aí, maquiagem, saia xadrez e bêbados suados, são apenas posers.
Gente que adora aparecer mas não têm coragem de assumir uma personalidade verdadeira. Não digo aqui, caro leitor, que se vestir de preto é atitude de "falsos roqueiros". O que eu estou tentando explicar é que, o sentimento do Rock, é muito mais importante e indispensável do que a roupa que você veste.
Se você gosta ou não desse estilo, saiba que o que eu sinto quando ouço um solo de guitarra da minha banda favorita, é inexplicável. Sabe o que é atitude?
Não é agir feito um louco, pegar o carro dos "velhos", fumar maconha e fazer sexo com qualquer groupie. Atitude é ser autêntico, não influenciável. Atitude é sentir o coração tremer quando você toma coragem para se declarar ao seu amigo de infância. Atitude é tocar uma música pra 200 mil pessoas como você a toca pra 20. Isso, caro leitor, é seguir o seu coração e não a razão, pois essa é a verdadeira essência do "Roquenrou": Atitude.

P.s:. Fiquei muito feliz com as críticas feitas por vocês no post passado sobre o machismo na sociedade. É isso que me faz crescer como escritora; ver o meu leitor dar a sua real opinião e não ficar calado pra qualquer coisa. Continuem assim e muito obrigado pelo apoio.

P.p.s:. Quem quiser, pode me enviar endereços de blogs também. Adoro ficar até tarde lendo textos interessantes.

Iza


domingo, 15 de julho de 2007

Mas, afinal, qual é a grande diferença entre homens e mulheres?

Olá de novo!

Ai... depois de um comentário aí.... bem, agora eu já tenho assunto!!!!!!!!

(não, isso não foi um bocejo!)

Foi um "ai" de raiva... aí você me pergunta:

"Raiva de quê?"
E eu respondo:

Se tem uma coisa nesse complexo ser chamado humano que me irrita, é a hipocrisia. De acordo com o dicionário, hipocrisia é o termo usado para distinguir fingimento, falsa devoção.
Eu acho o cúmulo do absurdo, em pleno século XXI, existirem tantas pessoas retrógradas. É difícil imaginar que, em tempos atuais, ainda existem pessoas presas a superioridade do sexo masculino.
Me digam: Pode ser mais ridículo?

E é nesse ponto, caro leitor, que eu queria chegar. Por séculos a mulher foi posta como alguém imparcial na sociedade. Sim, imparcial, que aqui significa "a sua opinião não fazia diferença nas ordens maiores (masculinas)". Antigamente, como você já deve ter lido ou ouvido falar, as mulheres eram postas de lado em votações eleitorais, educação ou qualquer direito na qual o sexo oposto tinha.

Mas, afinal, qual é a grande diferença entre homens e mulheres?

-> A grande diferença do homem para a mulher é, sem dúvida, analógica. A única diferença visível entre ambos os sexos é a fisionomia, a diferença ciêntifica.

Então a mulher é, realmente, o "sexo frágil"?

-> Que sexo frágil que nada. As mulheres tem expectativas, emoções, enfim, sentimentos assim como os homens. Só que através de anos tal sexo foi convocado a se submeter ao fato de que "mulheres discutem a relação, homens não", "mulheres são sensíveis, homens não".

Os homens são de todas, e as mulheres são de apenas um?

-> Talvez essa seja a citação mais sem fundamento. Por que as mulheres sofrem tanto quando terminam um casamento de 10 anos e os homens rapidinho já estão passeando com uma garotinha de 19 anos? Porque a sociedade impôs que "ser macho" é "pegar todas". Mas, como a mulher não precisa de tanto pra provar a sua feminilidade (que parece estar bem mais segura), ela não adotou isso.

Homem não chora?

-> Mas é claro que os homens choram! Não dá pra parar de chorar voluntariamente, independente do sexo é, anatomicamente impossível. Eu queria achar o imbecil que começou com essas citações sem nenhuma lógica. Deve ter sido um desses machistas insuportáveis.

Lugar de mulher é no tanque?

-> Lugar de mulher é no tanque? Que horrível. Mulher nenhuma deve se submeter a um tanque, pia, chão sujo ou qualquer serviço doméstico se ela não quiser cumpris tal tarefa. Por que você acha que não existem muitos empregados domésticos (do sexo masculino) no ramo?
Porque alguém disse que mulher só serve pra isso. O que não é verdade. A mulher tem o direito de estudar, se divertir, trabalhar ou limpar a casa com a mesma frequência que o homem o faz.

Amigo de mulher é cabeleireiro?

-> Quer dizer que se eu tenho um amigo, ele é gay e se o homem tem uma amiga, ela é só uma amiga? Essa eu nem vou responder.

Homem que é homem, paga a conta?

-> Como é que em um jantar, que os dois comem igualmente, só o homem paga? por que? pra quê?
Um namoro não serve pra levar a pessoa a falência. Isso, por acaso, vai mudar os seus sentimentos em relação a pessoa? bom, só se você foi muito interesseira.
Considero uma tremenda estupidez um casal de namorados ter como "ritual" o fato de que o homem tem que pagar a conta. Os dois tem que pagar, afinal, os dois consumiram, não? A não ser que um dos dois não possa pagar. Aí é uma questão de necessidade. Alguém me diz, retrucando:
"Mas isso é uma questão de respeito! Onde já se viu uma mulher pagando uma rodada de cerveja com os amigos?"

Então, meu amigo, vamos pra um exemplo mais... digamos, próximo. Quem aí nunca viu um comercial de TV anunciando uma casa noturna na qual "mulher não paga" ou que mulher paga menos que homem?
Por acaso eu, mulher, vou consumir menos creveja? Por acaso, eu não vou assistir ao show, como os homens? Por acaso, eu não vou ouvir a música, dançar, me divertir?
Sim, eu vou. Aí volta a questão do "cavalherismo"... Isso é muito desnecessário. Eu vou quebrar o meu braço se, em vez do meu namorado abrir a porta do carro, eu abrir?
Claro que não. Cavalherismo é totalmento dispensável porque só indica, implicitamente, a superioridade masculina trazida por anos e anos de busca pela igualdade entre os sexos.

Depois disso tudo, você tem duas opções: pensar que eu sou uma louca feminista, ou pensar que tudo o que eu disse, tem sim, fundamento.
O que não tem fundamento é a ridicularização do sexo feminino atualmente. Hoje em dia a maioria dos homens vê mulheres como um "símbolo sexual" e isso é muito ruim. A mulher merece ser respeitada da mesma forma que o homem. Ela merece ser tratada igualmente, pois é terrível imaginar que, certos privilégios, só são dados a elas porque "são mulheres".

Por outro lado, a mulher tem mostrado tanta futilidade, mais tanta futilidade que não admira os homens não as levarem tão a sério. Antes de ser a mulher reconhecida, capacitada e feliz, ela tem de mostrar muito mais que unha e cabelos bem feitos. Hoje em dia, a importância é tanta pro ato sexual, que tudo na vida de certas pessoas, gira em torno de "agradar o parceiro".

É importante afirmar que eu só não acho justo tentar construir um mundo melhor, com tanta hipocrisia. Antes de lutar contra as guerras, Aquecimento Global ou qualquer outra coisa, precisamos aprender a lidar com nós mesmos, seres humanos, da maneira mais correta e gratificante.

Iza

sábado, 14 de julho de 2007

Lagostas? Abridores de lata?


Uaaahh.....

você pode nem ao menos notar, mas era pra isso ser um bocejo!
aai.. que sono!

Estou abrindo esse blog (okay, mentira! eu já tinha esse blog desde Janeiro, mas só escrevia bobagens) pra compartilhar com vc os meus vazios momentos de repentina solidão ou euforia!

Hoje estou a fim de filosofar por horas, sabe?
mas sabe quando vc está louca pra falar algo, mas só não tem o que dizer???

vamos lá: assunto... assunto...(?)
já sei! vou falar sobre lagostas! (nesse momento dou um tapa na cara e tomo outra xícara de café pra acordar)
ah, vou confessar logo pra você, leitor! Eu sou uma péssima escritora!
Nunca tenho um assunto decente. Acho que eu preciso de um analista...

A não ser que você seja dono se um restaurante exótico, lagostas não interessam a você!

Deixa eu ver... Abridores de lata! Isso!
Logicamente você ainda não sabe, mas eu sou canhota. sim, e eu dispenso aqueles olhos surpresos, por favor! Voltando, canhotos têm grande dificuldade com abridores de lata. Por que?
Oras, simplesmente porque nós a seguramos com a mão esquerda e os fabricantes não pensam em abridores adaptados!
E não são só com os abridores esses problemas, não! Tesouras, carteiras na escola, carros!
Um dia eu li que os canhotos vivem 9 anos a menos que os destros pois os principais objetos de segurança não são adaptados pra eles!

Ai... você deve estar achando isso uma merda...

melhor eu parar de escrever antes que eu estrague a minha reputação!

peace out!